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Renato Sousa


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Futebol

Contributo de: josé eduardo marques Offline
Tópico: Novidades
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Estórias Singelas (coisas reais misturadas com devaneios meus)

Futebol

Corria o ano de 1973. Ainda o lugar do avião deveria estar morno quando, em Luanda, fomos convocados a participar no torneio de futebol salão relativo às comemorações do Dia da Cavalaria. As unidades convocadas foram: as duas companhias de polícia militar instaladas em Luanda, um pelotão de um esquadrão e a malta da CPM 8241 sedeada na Fortaleza de S. Miguel.

À pressa constituiu-se uma equipa, à pressa fez-se um jogo treino com a equipa de uma das CPM de Luanda, à pressa levámos uma abada nesse jogo treino. Com calma repensámos os erros, com calma ajustámos algumas peças no xadrez do grupo de modo a transformá-lo numa equipa, com calma fizemos outro jogo treino que nos correu melhorzinho.

Na abertura do torneio, ao vislumbrarmos os equipamentos das equipas adversárias adivinhámos a derrocada e a merecida piçada. Os nossos equipamentos resumiam-se a umas camisolas brancas deslavadas e uns calções mal enjorcados. Enfim, aquela equipa e, por consanguinidade, o pelotão da Fortaleza iria, adivinhava-se, ser o bobo da festa naquela importante efeméride. Os bem ataviados atletas adversários, olhavam-nos do alto da sua “velhice”. Iam comê-los vivos, auxiliados pelos camaradas assistentes, qual terceiro anel em noites de jornada europeia. A quem? Aos imberbes meninos de pele ainda leitosa, denúncia dum Puto deixado há pouco.

O árbitro apitou para o início do jogo. Desapareceram os medos, as vergonhas e, pelo resultado final, o respeito: vitória. Grande jogo. Veio o adversário seguinte. O mesmo cenário, os mesmos nervos, o mesmo empenho: vitória. Grande jogo. A final, na Estrada de Catete, foi disputadíssima. O terceiro anel, desta vez, manifestava, como acontece sempre na identidade lusa, uma simpatia por este grupo de maçaricos que teve a ousadia de se tornar em equipa e, a partir daí, desafiar, com frescura física, arte e humildade, o poder futebolístico instalado no seio da cavalaria. Marcámos o golo da vitória a poucos minutos do fim do jogo.

Após o delírio dos vencedores e o choro dos vencidos – em competição, para o mal ou para o bem, é sempre assim -, a incontornável cerimónia de entrega dos prémios. O Preboste e os comandantes, ou seus representantes, das unidades representadas, colocaram as medalhas no peito dos atletas. Coube ao Comandante da CPM 8241 colocar no meu peito a medalha que acabara de ganhar. Sem perder o seu porte de militar exemplar, percebi-lhe emoção e orgulho. Afinal éramos tão poucos e tão branquinhos, ainda.

je
2008.06.12
(2127 palavras)


Autor: Comentário:
Renato Sousa

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É tudo uma questão de timidez

Olá Zé, parabéns pelos artigo. O pessoal não se manifesta, comentando, mas tenho a certeza de que gostam e o número de visitantes também é estimulante, 67 até ao momento. Não sei se já percebeste, mas este pessoal da CPM 8241, até podem jogar bem à bola mas são muito tímidos.
Um abraço
Renato
16.06.2008 - 14:57 Offline Renato Sousa renato at adelaideferreira.pt



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