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Renato Sousa


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Crónicas do Zé

Contributo de: josé eduardo marques Offline
Tópico: Novidades
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Crónicas do Zé

Porque Gosto de Ser Português

O dia sete de Dezembro é-me muito querido. Lembro-me – lembramo-nos todos – do desembarque da CPM 8241, pelas onze da manhã, em Lisboa; da viagem do aeroporto para Lanceiros 2; da recepção do passaporte; e, da sensação de liberdade extrema no momento em que transpus a porta de armas. Lembro-me nitidamente – lembramo-nos nitidamente.

Em termos de efemérides bélicas, consultando a wikipédia, destaco a entrada dos Estados Unidos da América nas primeira e segunda guerras mundiais (1917 e 1941), o ataque a Pearl Harbor por parte dos Japoneses (1941) e, numa dimensão menos universal, contudo igualmente humana, o regresso da CPM 8241 a Lisboa (1974).

Todos os anos o despertar do dia sete de Dezembro é especial. Sinto-me, nas primeiras horas do dia, remoçado, feliz comigo e com os outros. Quis a vida que, este ano, nesse dia, eu tivesse que ser sujeito a uns exames médicos mais ou menos desconfortáveis. Não tão sinistros quanto os exames endoscópicos ou os que visam saber do estado da próstata, normalmente, uns e outros altamente desconfortáveis, nos planos físico e psicológico.

Após as normais “torturas” levadas a efeito pelos técnicos de saúde, duplamente satisfeito – pela efeméride e pelo final dos exames –, liquidei a respectiva taxa moderadora, dirigi-me ao carro, estacionado no enorme parque da Emel, leia-se cidade de Lisboa. Outro carro estava de saída. A sua condutora engatou a marcha-atrás, saiu do estacionamento em espinha, engatou a primeira, rolou vinte metros, parou, saiu do carro, dirigiu-se ao condutor do carro que entretanto ocupara o lugar donde saíra, entregou-lhe o talão da emel informando que ainda tinha cerca de uma hora de estacionamento. O condutor recém-chegado agradeceu.

Desenhei no céu o mapa da Europa dita desenvolvida e questionei se nalgum desses países ditos desenvolvidos se poderia verificar um acto igual ao que acabara de ver. Pelo que conheço desta Europa, tenho muitas dúvidas.

Estes pequenos gestos, de solidariedade entre os consumidores portugueses – elo mais fraco da economia de mercado –, reforçam a minha convicção de que somos um povo que, enquanto tal, está muito mais perto do Atlântico Sul do que da Europa.

Entrei no carro, engatei a marcha-atrás, saí do estacionamento em espinha, verifiquei que outro condutor iria estacionar no espaço que eu acabara de deixar, analisei o talão de estacionamento: passavam dois minutos do limite de tempo. Olhei o condutor, encolhi os ombros, ambos sorrimos.

Dirigi-me ao trabalho com uma grande sensação de felicidade por ser Português.




20091209
jem
(2231 palavras)


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